terça-feira, 30 de abril de 2013

Abril Despedaçado

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No final do ano passado, li um livro chamado ‘Abril Despedaçado’, de Ismail Kadaré, o qual conta a vida de montanheses do norte da Albânia que vivem e convivem regidos por um código de conduta chamado Kanun, que determina comportamentos e o mote principal do livro: as históricas vendetas familiares. É um livro que recomendo como curioso, mas não como interessante; não me agradou muito.
O que passo a relatar não tem nada a ver com o livro. Começou no final de 2010, depois do Natal e antes do Réveillon, quando minha esposa descobriu que estava grávida.
A partir desse dia, todos os familiares próximos se encheram de alegria – principalmente as duas avós de primeira viagem -; tudo girava em torno daquele bebê, passamos até a ser tratados de maneira diferente por alguns familiares, não sei explicar bem...
Então começaram exames, compras, sensibilidade aflorada, sonhos!
Tudo caminhava melhor do que poderia, inclusive sem enjoos. Mas, em meados de abril, minha esposa sentiu algumas dores e precisou ser internada. Ficou nessa situação por uma semana precisando fazer repouso absoluto e com diagnóstico de infecção na urina.
Recebeu alta, voltou para casa no início da tarde, mas antes de eu voltar do trabalho para casa as dores voltaram com muita intensidade; e ela precisou ser levada de volta ao hospital quase na madrugada.
O médico plantonista a examinou e constatou que ela estava em trabalho de parto e o bebê estava apontando no canal vaginal, encaminhando-a para a sala de parto. Ela queria que eu a acompanhasse, mas os médicos não permitiram.
Fiquei com minha sogra e minha cunhada na sala de espera da maternidade; telefonei para meus pais e minha irmã para informá-los da situação.
Após algum tempo, a pediatra veio me chamar para que eu pudesse ver o bebê - caso quisesse - e para informar que eles haviam tentado de tudo, mas que devido à prematuridade do nascimento, ele não havia sobrevivido...
Ele se parecia muito comigo..., não que eu seja, mas ele era lindo..., cabeludo, todo formadinho...
Procurei minha esposa, pois precisava saber como ela estava, tive que ser forte para poder confortá-la. Ela parecia bem, mas nossos corações estavam em pedaços. Os nossos e os de todos que recebiam a notícia.
Nessa noite, não dormi, tive que correr para todos os lados com registro de nascimento, registro de óbito, contratação de serviço público funerário, roupinhas para vesti-lo, velório, enterro...
Acredito que nunca tenha sentido tamanha dor... Durante o velório, chorei copiosamente, solucei... Carreguei seu pequeno caixão branco nos braços até sua sepultura...
Neste final de semana que passou, dia 27, ele completou dois anos!

Agradeço a Deus a permissão de ter me tornado pai!
Agradeço ao Benício pela sua breve passagem em nossas vidas!
Onde quer que esteja, quero que saiba que lamentamos não poder cuidar de você fisicamente, mas você faz parte das nossas vidas e nós te amamos muito!

Esse foi meu Abril Despedaçado!

terça-feira, 21 de junho de 2011

O trem do progresso

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Antes, a mata era fechada,
os animais iam e vinham.
O som era natural
e o reino era animal.

Eu vi as primeiras máquinas chegando,
os primeiros homens trabalhando,
os primeiros animais fugindo,
as primeiras árvores caindo.

No início, muitos reclamaram,
alguns, até choraram!
Mas chegou o trem do progresso
fazendo barulho e sucesso!

O progresso trouxe dinheiro.
O dinheiro, tecnologia.
A tecnologia trouxe barulho.
E o barulho trouxe orgulho.

Hoje, muitos não acreditam
que haviam pássaros por aqui.
Eles não conheciam antes
de o trem do progresso chegar por aqui.

Hoje, o reino é mineral.
O progresso fez sucesso,
o barulho trouxe orgulho.
Mas poucos eram os que moravam aqui
quando o trem do progresso apitou e fez 'piuí'.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Osimão Bin Lamen

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Por conta da reprise da novela 'O Clone' pelo programa Vale A Pena Ver De Novo da Rede Globo, resolvi publicar uma estorinha idiota que escrevi há bastante tempo atrás...


Devido ao grande perigo referente aos ataques terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001, à incógnita em relação ao avião que caiu na Pensilvânia, ao repentino sucesso da banda virtual “Gorillaz” (It´s coming on, it´s coming on, it´s coming on) e ao elevado Ibope da novela “O Clone”, todos ocorridos, praticamente, na mesma época, passo a relatar, a seguir, a inusitada história do macaquinho...
 
Osimão Bin Lamen

            A história deste pequeno macaquinho começa em um dia muito ensolarado na vida de Osama Nissin Lamen, o 7º filho (e mais velho entre os vivos) de uma prole de + ou – 567 filhos provenientes de um casamento da muçulmana Rosama Bin Lamen com o fundamentalista Hagib Nassib Coelho Nissin Lamen (conta-se que Hagib tem mais 666 filhos com outras mulheres e até com homens).
            Osama estava passeando por uma feirinha - dessas de rua - em Marrocos, fazendo algumas comprinhas, todo feliz e contente, quando encontrou um macaquinho que o interessou muito. Era um macaquinho com um longo pênis peludo e Osama o comprou. Pagou o mico! Batizou-o pelo carinhoso nome de Osimão Bin Lamen (em homenagem aos sobrenomes de sua mãe e de seu pai).
            Saiu andando com o macaquinho no ombro. Teve uma tarde muito agradável, apesar do sol quente. Encontrou com a Vera Fischer, bebeu um pouco com o Reginaldo Faria, trocou uma ideia com a Letícia Sabatella, bebeu mais um pouco com o Stênio Garcia, deu umas bitocas com a Giovana Antonelli (essa ficou com todo mundo), mas quando avistou dois Murilos Benício, achou que havia bebido demais e resolveu ir para seu palácio, de volta ao Afeganistão.
            Chegando lá, apresentou Osimão Bin Lamen. O mesmo foi recebido com muita festa. Foi a sensação do palácio. Todos e todas queriam pegar no pênis do macaquinho. O que o deixou muito eufórico e mal-acostumado.
            Com o passar do tempo, o macaquinho começou a ficar dependurado nas janelas dos quartos dos homens do talibando de Osama, vendo-os ter loucas transas com prostitutas vietnamitas, modelo “tchibum”, ou seja, nada de frente e nada de costas. Mulheres que eram retas como uma tábua de passar roupas e brancas como um nabo descascado. Osimão ficava se masturbando o dia inteiro como um louco vendo essas promiscuidades. Chegava até a se esfolar e ficar em carne viva.
            Certa vez, Osimão passou pela janela de Osama e o avistou ouvindo Khaled e fazendo sexo anal com duas loiraças americanas turbinadíssimas, do tipo Pamela Anderson (cumprindo seu maior objetivo de f**** todos os americanos), quando o miquinho viu aquilo, aqueles peitões enormes siliconados, aquelas coxas saradas e tudo o mais que uma loiraça dessas apresenta de atributos, ficou malucaço e começou a masturbar seu enorme pênis peludo e esfolado com muita, muuita, muuuita fúria. Quando o mico chegou aos finalmente, espirrou na cortina persa de Osama e este percebeu. No mesmo momento, sacou seu AR-15 e explodiu um tiro de encontro à janela. Osimão conseguiu fugir. Correu e correu muito. Conta-se que conseguiu entrar um avião da United Airlines, pegou um vôo e atravessou o Atlântico.
            Osama ficou sabendo de um boato de que Osimão se encontrava na Pensilvânia (EUA). Por isso, um avião foi derrubado na região sobre o local onde o macaquinho teria sido avistado. Esse foi o motivo do ataque! Mas conta-se que foi alarme falso e que Osimão ainda se encontra vivo em uma floresta da Amazônia, se masturbando vendo índias de peitos caídos e barrigas-d’água carregando seus indiozinhos nas costas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Eleinundações

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Queria ter escrito isso antes, mas não deu tempo...
Na noite de segunda-feira, desta semana, choveu muito na Grande São Paulo e eu fiquei preso (ilhado) no terminal de Santo André até as 2h30 da madrugada esperando a água baixar para o ônibus poder seguir viagem. Mas tudo bem, né? Afinal estava em local seco e a casa onde moro estava lá no lugar de sempre me esperando. Mas e a Vila Nova Itaim, na Zona Leste da cidade de São Paulo, por exemplo? Está alagada! Assim como um bairro da mesma região ficou no ano passado. A Vila Romana, que apesar de fazer alusão à Itália, não lembra em nada a majestosa Veneza e seus canais.
Além deste, foram detectados mais 199 pontos de alagamentos na capital paulista. Imaginem em toda a Grande São Paulo...

Mas onde se encontrava o prefeito numa hora destas? Ué! Protegido, é claro, em um lugar seguro. Afinal, ele representa, hierarquicamente, o topo da população municipal. Nada mais justo!
Você, munícipe de São Paulo, não concorda, né? Mas foi VOCÊ quem colocou ele lá, novamente!
O prefeito e os vereadores são os representantes do povo no governo e colocados lá pelo próprio povo para os representar, certo?
Você trocou sua segurança e conforto por uma AMA, totalmente desestruturada, construída em um 'puxadinho' de uma UBS, trocou seu bem-estar por mais um ano sem aumento das passagens de ônibus.

Não estou dizendo que fez a opção errada, nem estou defendendo a atitude do prefeito e dos vereadores, mas em tudo há perdas e ganhos, por isso, devemos pesar muito bem na balança os prós e os contras antes de teclar qualquer número naquela maquininha que apita (mas não é brinquedo) no dia das eleições. Analisar as propostas que estão sendo apresentadas e não acreditar em pesquisas manipuladoras. Pensar mais ecologicamente e parar de jogar lixo nas ruas. Assumir sua parcela de culpa em tudo isso que está acontecendo e não somente ficar transferindo responsabilidade aos governantes de um modo geral.

Ao escolherem seus candidatos, pensem bem! Mas não deixem a torneira aberta, enquanto pensam!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Nerd e a Noia III - A balada do Pistoleiro

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Preocupado com a possibilidade de perdê-la de uma vez por todas, o Nerd intensificou a compra de barras de chocolate para presenteá-la com o objetivo de reconquistar, pelo menos, sua amizade.
A Noia começou a encher-se daquela situação. Estava interessada no Fake e não sabia mais o que fazer com tanto chocolate. Então começou a mudar seu caminho de ida ao trabalho para não encontrar mais com o Nerd, pois queria esquecê-lo.
Mas como o Fake também não estava dando bola* para ela, decidiu tentar esquecê-lo e, tentando esquecer-se do Fake, esqueceu-se que estava tentando esquecer o Nerd e não se lembrava mais porque estava fazendo caminho diferente, então voltou a fazer o antigo caminho para ir ao trabalho.
*(N. do A.: 'bola' no sentido de 'atenção' e não aquelas substâncias que ela costuma ingerir)
Foi, quando viu um novo rapaz, também à espera do ônibus circular. Ele tinha o cabelo igual ao de uma calopsita, olhos claros e voz de âncora de telejornal noturno. Este novo rapaz havia trocado seu horário de trabalho provisoriamente e, para aproveitar integralmente este período em outro horário, saiu atirando para todos os lados, por isso vamos chamá-lo de Pistoleiro.
Quando trocaram olhares, o interesse foi recíproco. e então, começaram a conversar. Ela perguntou o que fazia a empresa para a qual ele prestava serviços - assim como já tinha perguntado para o Fake e para o Nerd. Enfim, conversa vai, conversa vem e ele acabou descobrindo que já a conhecia há muitos anos, mas ela não se lembrava. Ele lembrou que ela foi amiga de sua irmã, mas ela não se lembrava da irmã dele. Ele até se lembrou de que, às vezes, pensava nela quando estava sozinho em seu quarto ou no banheiro, mas isso ele não contou a ela.
O Pistoleiro não parava de pensar nela, não conseguia se concentrar no trabalho, abandonando seu posto por várias vezes e deixando seus colegas de equipe trabalhando sozinhos sem sua ajuda. Escapava como macarrão da colher toda vez que podia para se encontrar às escondidas com ela pelos recônditos da empresa. Então, sem pestanejar, em um desses encontros ele resolveu dar o tiro certeiro e fatal que ela já vinha esperando há tempos.
Essa atitude do Pistoleiro a fez apaixonar-se por ele e elevou sua auto-estima. No dia seguinte, ela apareceu com uma maquiagem de caipira de festa junina, pois sentia-se outra pessoa e queria ficar cada vez mais bonita para aquele que a conquistou.
O Nerd desistiu dos chocolates, tirou seu time de campo e resolveu dedicar-se novamente às suas conquistas virtuais.
O Fake já estava numa boa, dizendo que, agora, estava namorando a sério e que não queria mais mergulhar nessas viagens psicotrópicas.
A Noia já saiu espalhando para todas suas amigas, inimigas e afins que estava namorando, mas o Pistoleiro manteve-se negando. Ela até disse que iria largar as drogas, pois ele a pediu.

Mas... infelizmente, nossa estória não tem um final feliz.
Conta-se que ela não conseguiu largar as drogas, seus vícios foram mais fortes que sua força de vontade e seu amor e o Pistoleiro não quis continuar com o bonito relacionamento que havia surgido.
A Noia seguiu chorando suas fraquezas e lamentando sua má sorte...

domingo, 29 de agosto de 2010

O Nerd e a Noia II - A aparição Fake

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Arrependida de tê-lo maltratado, mostrando o dedo médio em riste, ela resolveu, a seu modo, propor uma reconciliação, oferecendo um presente, uma compensação por seu comportamento indevido.
Chamou-o para conversar no ônibus circular que os leva à empresa onde trabalham e disse que naquele outro dia estava sob influência de algumas substâncias de que não se lembrava mais quais eram, mas queria que ele a desculpasse e, para isso, estava disposta a fazer o que ele quisesse. Ele não soube o que responder e perguntou se ela podia resolver um logarítmo neperiano que estava quebrando sua cabeça.
Ela disse que não sabia do que ele estava falando, mas poderia fazer um strip-tease para ele, pois era especialista em porn dance. Ele enrubesceu todo e disse que morreria de vergonha, mas perguntou se ela poderia filmar para ele e depois colocar o vídeo no YouPorn. Então, ela insistiu que preferia fazer pessoalmente, pois não queria que sua imagem fosse parar na internet, mas que iria pensar.
Antes que ela pudesse responder, ele gastou toda sua mesada comprando uma câmera fotográfica digital multiprofissional, para que ela filmasse o strip-tease em Full HD e, assim, não precisasse publicar o vídeo na internet. Outra vantagem é que poderia assistir ao vídeo, mesmo desconectado, e na companhia de seu sapinho preferido.
Nos dias que se seguiram, aconteceu algo que ninguém poderia prever...
Ela conheceu um outro 'cara'. Este outro se dizia estrangeiro, jogador de futebol, tinha nome brasileiro e sobrenome japonês, mas suspeita-se que tenha sido feito na China, portanto vamos chamá-lo de Fake.
O Fake sabia como perssuadir uma garota; dizia que podia sair à noite livremente, exceto nas noites de sábado. Era bem descolado e boa pinta!
Ela logo se encantou e não desgrudou mais do Fake. Vivia implorando para que saíssem juntos, mas precisava ser em um sábado. Ele sempre se esquivava, dizendo que aos sábados era impossível.
O Nerd, após tirar inúmeras fotos com sua nova câmera fotográfica digital multiprofissional, percebeu que a Noia estava demorando muito para dar uma resposta a ele e foi perguntar se ela já tinha pensado sobre o assunto. Ela disse que nem se lembrava do que ele estava falando. Depois que ele explicou novamente o que eles tinham combinado, ela perguntou se ele estava louco de fazer uma proposta dessa a ela e disse que estava interessada em um outro 'cara' que não saía de sua cabeça por mais substâncias que ingerisse.
Disse isso, sem dó nem piedade, ao pobre Nerd, virou as costas e saiu andando, deixando-o abatido e admirando seu cofrinho que estava à mostra por conta de sua calça de cintura baixíssima.
Será este o fim?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Nerd e a Noia I - Mundos distintos

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Apresento-lhes, agora, a curiosa estória de uma dupla inusitada: o Nerd e a Noia.

Certa vez, o Nerd, que chamaremos, simplesmente, de ‘ele’, estava em sua viagem rotineira ao seu local de trabalho, quando dentro do ônibus avistou uma menina que encantou seus olhos desacostumados a ver mulheres do mundo real. Logo seu coração disparou e o livro que repousava aberto em seu colo, ansiando para que fosse estudado, foi esquecido. Não havia mais concentração para entender aquelas fórmulas complicadíssimas. Não conseguia parar de olhar para aquela garota de cabelos loiros e olhar perdido.
A Noia, que chamaremos, simplesmente, de ‘ela’, não se deu conta dos olhares dele e, como que em transe, dormiu rápido por causa do balanço do ônibus que a acalentava e com a porção de substâncias calmantes que corriam em seu sangue.
Os dois desceram do ônibus no ponto final e, para surpresa dele, descobriu que estavam indo para o mesmo lugar. Trabalhavam no mesmo lugar. Daí, para que ele - acostumado a teclar com várias garotas que não conhecia - tomasse coragem e falasse com ela foi rápido. Não podia deixar passar a oportunidade de conhecer essa garota.
Assim, trocaram MSN, e-mails, recados no Orkut, Twitter, blogs, vídeos no YouTube e vinham ao trabalho conversando sobre várias coisas. Durante alguns dias, toda vez que eles se encontravam, ela perguntava qual era o MSN e o Orkut dele, porque ela esquecia que já o tinha adicionado. Durante suas conversas, ele tentava fazê-la entender que a vida é interessante e saudável e ela tentava fazê-lo entender que o barato é louco!!! Em um dia, ele estava explicando para ela sobre algorítmos e sobre o número de Fibonacci e ela começou a ficar tonta e com o que sobrou do seu cérebro rodopiando. Então, disse a ele: ‘Nossa! Que viagem muito lôca! Estou tontassa! Melhor que balinha na rave!!!’. Foi quando ela se apaixonou por ele. Mas foi nesse momento que o interesse romântico dele por ela se perdeu. Quando ele descobriu que as substâncias que ela apreciava eram as mesmas que ele estudava. Mesmo assim, ele continuou mantendo a amizade. Até se afastou dos amigos. 
Conta-se que chegaram até a brigar quando, em um dia, ela estava fumando um matinho inocente em um local público fechado e ele foi repreendê-la por causa do mal que estava causando a si mesma e a todos que estavam em volta. Ela mostrou o dedo médio esticado para ele e falou que não estava nem aí. 
E o relacionamento deles continuou assim. Conturbado, mas prometendo. Quem sabe onde isso vai dar…

sábado, 12 de junho de 2010

Copa do Mundo

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Copas do Mundo marcam a vida da gente!

A maior Copa para mim, foi a realizada nos Estados Unidos, em 1994, na qual o Brasil conquistou seu tetracampeonato. Não por ter tido a melhor Seleção de todos os tempos, mesmo porque não foi, mas pelos acontecimentos que ela envolveu.

Foi a primeira Copa que eu assisti a todos os jogos, acompanhei de verdade, marquei em tabela os resultados de TODOS os jogos de TODAS as seleções. Assisti aos jogos ao lado do meu pai e, sempre, no mesmo lugar. A emoção foi muito grande a cada jogo, a cada debate com os amigos antes, durante e após os jogos. Lembro de todos os placares dos jogos da Seleção Brasileira e de vários detalhes. E, para coroar tudo isso, 'fomos' campeões!!!

Ontem, começou a 19ª edição da Copa do Mundo na África do Sul.

Uma Copa bem atípica, por ser a primeira a ser realizada no continente africano, pelo barulho infernal de vuvuzelas pelo estádio e pelas ruas o tempo todo e, em minha opinião, porque vai revelar um campeão que nunca teve esta glória antes.

Não sei porque estou com essa ideia há algum tempo e, lendo, ontem, um artigo escrito pelo ex-jogador Neto, em sua coluna no Yahoo!, vi sua aposta na Seleção Espanhola (a mesma que estava em minha cabeça), então pensei que se ele teve coragem de publicar essa ideia aparentemente absurda, eu também vou...

Não que eu esteja torcendo para que a Espanha seja a campeã; torcerei pelo Brasil (claro!) e para que essa minha ideia tenha sido absurda, mesmo! Mas, sejamos sensatos! Copas do Mundo envolvem muito dinheiro e, o que envolve muito dinheiro, envolve 'politicagem', ou não?

Você acredita naquele título da França de 1998, contra o Brasil? É o mesmo que acreditar no título de campeão mundial do Corinthians. Os corintianos (sem 'h', mesmo!) mais sensatos que conheço, não acreditam neste título. Enfim...

O Brasil já tem 5 títulos mundiais. Se ganhar essa Copa na África do Sul, passará a ter 6 títulos. A próxima Copa do Mundo será no Brasil. Ih! A Seleção Brasileira, maior potência do futebol mundial, única seleção que garantiu vaga para todas as Copas do Mundo até 2014, com 8 participações em finais e 6 títulos (aceitando a possibilidade de se sagrar campeã em 2010), vai se tornar heptacampeã em 2014, distanciando-se léguas da Seleção Italiana - a mais próxima da Brasileira em número de títulos (4) - em três títulos de diferença ou vai, depois de 64 anos perder uma Copa do Mundo em casa novamente? Todos os campeões tiveram um de seus títulos conquistado em casa.

Pensem nisso!

Não estou desacreditado da Seleção convocada por Dunga, acredito que tem potencial para ganhar esse mundial, sim, mas do que adianta tudo isso, afinal? Pode haver uma convulsão (Ronaldo), pode haver uma briga com patrocinadores (Taffarel), pode haver até um meião desarrumado (Roberto Carlos), não sei!

Vamos acompanhar e torcer, lá ou aqui... Rumo ao HEXA!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Óculos

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Certo dia, estava eu, andando à noite, voltando para casa, quando reparei, olhando para os faróis e lanternas acesas dos carros que passavam por mim, o quanto eu não enxergo bem.

Então, comecei a me lembrar há quanto tempo uso óculos. Desde os 10 anos de idade! Lembro-me como se fosse hoje quando entrei na fila dos alunos da minha turma da 4ª série do 1º grau para ir para a classe com aquela novidade no rosto. O mês era agosto. O ano eu sei, mas não vou dizer.

Nesse tempo, foram dezenas de modelos e tamanhos diferentes de armações, lentes fotocromáticas, tentativa (sem sucesso) de uso de lentes de contato, astigmatismo, miopia, ceratocone e um transplante de córnea.

Depois, pensei se já havia tido boa visão algum dia. Não lembrei de muita coisa, somente que quando caía algo pequeno em casa, como uma agulha, por exemplo, era eu quem a encontrava, mas não lembro de como enxergava.

Não costumamos dar valor para o que temos enquanto ainda as temos, somente depois que perdemos é que percebemos o quanto poderia ter sido melhor se tivéssemos prestado mais atenção, se tivéssemos aproveitado mais, se tivéssemos dado mais vida ao que tínhamos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Black out!

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Ontem às noite, ocorreu,  por volta das 10h15m, um apagão que afetou grande parte do Brasil e o Paraguai.

Agora vou contar como foi minha aventura, minha versão do incidente:

Estava assistindo aula e, às 10h15m, as luzes da minha sala começaram a oscilar, até que apagaram de vez. O professor foi obrigado a encerrar a aula. Então, constatamos que a falta de energia era em todo o prédio. Tivemos (eu e uma multidão de alunos) que descer as escadas até o térreo e, saindo para a rua, constatamos que a falta de energia era em toda a rua ou em todo o bairro. Depois, ficamos sabendo que era em toda a cidade. O metrô não estava funcionando, nem os trens. Como iria embora? Liguei para casa e descobri que o blecaute havia afetado vários estados do país, mas que não se sabia a causa.

Eu e mais alguns colegas de sala descemos até a estação do metrô República para saber se tinham alguma informação. A única informação que nos deram era de que não poderíamos ficar ali e que a estação deveria ser evacuada. Voltamos à rua, onde havia uma multidão de gente pensando em como voltar para casa e muitos pedintes tentando garantir sobrevivência.

Eis que um homem decidiu ir para o terminal de ônibus do Parque Dom Pedro II e convidou quem quisesse acompanhá-lo para que andássemos em grupo pelas escuras ruas do centro de SP. E a caminhada começou: Rua Barão de Itapetininga, Viaduto do Chá, Praça do Patriarca, Rua Direita, Rua General Carneiro e..., nossa! O terminal parecia saída de estádio de futebol em dia de jogo ou de show. Uma multidão de gente pedindo informações de como ir para todos os cantos da Grande SP, vindas de vários lugares da mesma região.

Encontrei um senhor de Mauá que também não sabia como voltar para casa. Ele se chama Rosalvo. Após algumas tentativas de encontrar uma alternativa, resolvemos pegar o Expresso Tiradentes (antigo Fura-Fila, sabe?) para o Sacomã. Para embarcar, era preciso ter Billhete Único ou enfrentar uma fila enorme. Aí, apareceu o anjo Rosalvo que pagou minha passagem com seu Bilhete Único e não aceitou que eu lhe pagasse em dinheiro. Fomos até o Sacomã. Para embarcar em outro ônibus, era preciso pagar integração com Bilhete Único ou em dinheiro. Quando percebi, o anjo Rosalvo já havia passado o Bilhete para eu atravessar a catraca. Como ele ia para Mauá, agradeci e nos despedimos!

Embarquei em um ônibus para casa e paguei somente e diferença da integração: R$ 1,65. Ao passar pela favela do Heliópolis, o ônibus foi apedrejado. Não acredita? Vai se f****! É verdade! Enormes pedras contra o vidro e, eu e mais uns vinte passageiros, quase deitados no chão, em um emocionante clima de guerra, para nos protegermos.

Enfim, cheguei no meu escuro bairro às 0h30m e, para fechar a noite com chave de ouro, um banho gelado à luz de velas!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Proprietário

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Havia um homem, proprietário de uma linda casa para alugar. Era uma casa realmente muito bonita. Não era muito grande, mas era espaçosa, confortável, bem localizada. Não haveria dificuldades para conseguir um inquilino.

Surpreendentemente, o primeiro inquilino apareceu logo. O mesmo se interessou pela casa antes mesmo de o proprietário anunciar a casa para aluguel. A casa realmente chamava a atenção. O acordo foi feito com muita facilidade.

Após alguns meses nessa casa, o inquilino percebeu que havia algumas goteiras no teto da sala e que, sempre que chovia muito forte, precisava espalhar alguns baldes para conter aquelas gotinhas irritantes. Foi conversar com o proprietário, mas o mesmo se recusou a consertar, afirmando ser perda de dinheiro com besteira e que em sua casa, também, havia goteiras e nunca lhe incomodaram. O inquilino não aceitou os argumentos do proprietário e decidiu abrir mão de todo aquele conforto. Foi embora para não voltar mais!

Não demorou muito tempo para surgir outro interessado em morar naquela casa. A casa realmente chamava atenção. Não era difícil alguém se interessar por ela. Dessa vez, era um casal que iria preencher o vazio da casa.

Em um ano a inquilina engravidou e começou a sentir-se mal com as cores dos azulejos da cozinha. O marido conversou com o proprietário, expôs a situação e prontificou-se a trocar, por conta própria, todos os azulejos. O proprietário não permitiu, dizendo que aqueles azulejos eram muito antigos e que tinham um valor inestimável, não podendo ser trocados. Pensando na saúde de sua esposa e de seu filho, o inquilino resolveu mudar-se de casa, deixando-a, novamente, vazia.

O proprietário ficou um pouco desapontado, pois não conseguia entender o porquê de não conseguir manter moradores permanentes em sua casa, sendo que achava que a mesma era linda e aconchegante. Mas, como não poderia deixar de ser, antes que pudesse encontrar as respostas, uma nova moradora já estava ocupando o vazio deixado pelo casal anterior.

Novamente, em pouco tempo, a casa estava sem ninguém. E, assim foi, por muito e muito tempo. Alguém interessado em morar na casa fica desagradado com alguma coisa, propõe uma mudança que não é aceita pelo proprietário e resolve abrir mão da casa devido à relutância e teimosia do proprietário. E outro. E outra. E outro. E muitos mais...

Com o coração acontece o mesmo. Enquanto não nos desprendermos de certas convicções, de nosso apego, de certos paradigmas e de nosso egoísmo, não conseguiremos ser felizes. Enquanto acharmos que estamos certo em tudo, que não precisamos mudar em nada e que tudo deve acontecer e ser do jeito que queremos ou que achamos correto, não poderemos progredir e crescer. Enquanto não fizermos uma reforma em nosso interior, não procurarmos ser ideais ou úteis para os outros, não nos será permitido encontrar aquele alguém que nos preencha o vazio que ecoa em nossa casa, em nosso coração.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Que tempinho é esse?

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Ontem o telhado de uma escola bastante conhecida em Utinga, Santo André, foi levada pelos fortes ventos que passaram pelo local. Além do teto da escola, árvores foram arrancadas, carros e casas foram afetados e os moradores das redondezas ficaram sem energia elétrica durante horas.
A escola fica em um ponto alto do bairro; apresenta-se bastante majestosa, imponente e pode ser vista de longe. É... certas aparências têm um preço amargo.

Enfim, minha intenção não é comentar tragédias ou discutir ostentações, mas sim, sugerir uma trilha sonora para esses dias chuvosos que parecem que não vão acabar mais. Aí vai:

  • "Rain When I Die" - Alice In Chains;
  • "Have You Ever Seen The Rain" - CCR;
  • "Rain" - Madonna;
  • "Only Happy When It Rains" - Garbage;
  • "November Rain" - Guns N' Roses;
  • "Purple Rain" - Prince;
  • "Rain" - Kiss;
  • "It's Raining Man" - Weather Girls;
  • "Endless Rain" - X-Japan;
  • "Raining Blood" - Slayer;
  • "The Rain Song" - Led Zeppelin;
  • "No Rain" - Blind Melon;
  • "Through The Rain" - Mariah Carey;
  • "Can't Get Outta The Rain" - Michael Jackson;
  • "Rain" - The Beatles;
  • "Listen To The Rain" - Evanescence;
  • "When It Rains" - Paramore;
  • "Umbrella" - Rihanna.
Tá bom, já, né? Faltou alguma? Eu já estou embolorando!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

As aventuras de uma gotinha...

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No início, era somente uma molécula de H2O que flutuava sem rumo no espaço. Aos poucos, outras foram se juntando a ela, foram crescendo, ganhando consistência e perdendo temperatura. Já não se sentia mais como algo solto e sem força, começava a perceber outros elementos e sentia que começava a fazer parte da ordem natural das coisas.

Começou a ver muitas outras como ela à sua volta, mas percebia que ainda vagava um pouco à sorte dos ventos que a carregavam para onde eles quisessem. De repente, começou a perceber clarões de luzes e barulhos estrondosos ao longo do caminho que percorria e não sabia sequer o que aquilo significava, mas sentiu-se mais pesada, mais escura, mais visível. Estava se liquefazendo, mas nem sabia disso.

Ganhou uma consistência estranha e sentiu que algo a puxava para baixo. Seria o vento novamente? Não. Sentia que o vento soprava à sua volta, mas não a carregava com tanta força. A força que a puxava para baixo era algumas vezes mais forte. Então resolveu encarar aquilo.

Começou a cair com velocidade cada vez maior. Ao olhar para os lados, via milhares de outras como ela. Umas mais rápidas outras mais lentas. Percebeu que estava visualizando cores diferentes e o que via estava aumentando cada vez mais, estavam chegando mais perto.

Quando as coisas ficaram grandes demais, percebeu que estava para se chocar com algo grande e vermelho, apesar de não saber nomes de cores. Era um sinalizador daqueles que ficam piscando no alto dos prédios. Tentou desviar, mas não pode. Chocou-se fortemente contra o tal sinalizador e viu milhares de suas moléculas escaparem de si em forma de pequenas gotículas, mas não sentiu dor. Sentia, ao mesmo tempo, que muitas outras moléculas se grudavam a ela e imaginou ser sempre assim, uma constante renovação.

Aquilo não parava de piscar e estava ofuscando-a. Quando pensou que ia descansar, sentiu um vento forte a empurrando dali. Tentou se segurar em vão. Foi arrastada para o ar novamente e começou a cair mais uma vez.

Viu-se aproximando, agora, de algo extenso, mas fino e preto. Era um fio de eletricidade, mas não tinha consciência disso. Tentou se agarrar, mas o máximo que conseguiu foi se prender para, então, dar duas voltas no tal fio e se desprender novamente, voltando a cair.

Sentiu que ia chocar-se novamente contra algo, agora, transparente e grande, onde havia muitas delas caindo, e havia uma grande pá que, ao mover-se, fazia com que as gotas que acabaram de cair desaparecessem e ficou com medo.

Chocou-se, inevitavelmente, àquele pára-brisa de carro, sem sequer saber o que era aquilo. Novamente, muitas moléculas voaram para todos os lados. Então viu aquela enorme pá preta vindo em sua direção e uma onda enorme acompanhando-a. Juntou-se à onda e foi arremessada para longe. Não sabe para onde.

Sentiu-se caindo novamente e chocou-se mais uma vez, deixando escapar mais uma série de moléculas e recebendo outras novas. Estava na calçada. Seguia o curso que todo o restante de água estava seguindo, escorreu por uma parede vertical, que nós chamamos de guia.

Caiu em mais um monte de água que corria pela valeta da rua. Viu trilhões e trilhões de outras moléculas todas juntas. Sentiu-se expandida e que todas as moléculas que ali estavam e as gotas que ali caíam eram ela mesma. Sentiu-se confusa, mas seguiu o curso sem pestanejar. Sentia-se forte. Com força para arrastar o que estivesse à sua frente.

Após várias quedas, curvas e rodopios estacionou em um local calmo e parado. Chamamos isso de poça d’água. Descansou um pouco, circulou a poça, balançou um pouco e percebeu que não caíam mais gotas. Não sabia o que seria dali para frente. Conseguiria sair dali? Precisaria ficar ali para sempre?

Neste momento, algo grande bateu em um lado da poça. Pode ter sido um pneu de carro, uma criança pisando ou algo que caíra, ninguém sabe. Mas fez com que a gotinha saltasse para longe junto com muitas outras.

Caiu em um lugar seco e muito quente. Sentiu-se afundando neste terreno seco. Estava sendo absorvida, mas nem sabia. Sentiu uma luz muito forte e quente vindo de cima. Então, sentiu-se esquentando novamente e perdendo consistência. Estava evaporando e não sabia.

Sentiu-se ficando leve, sentiu moléculas se desprendendo. Começou a subir e a subir, bem devagarzinho. Dançava de um lado para o outro, rodopiava, deixava o vento mandar nela. Virou fumaça, virou gás, virou vapor. Voltou para o espaço e voltou a ser apenas uma molécula de H2O flutuando no espaço.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Faith No More

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Em um post anterior sobre o Dia Mundial do Rock, eu escrevi que você nunca mais veria um show do Faith No More.
Fico feliz em dizer que estava errado!
Eles estão de volta e vêm ao Brasil para alguns shows, incluindo um em São Paulo no Maquinaria Festival  [que contará ainda com as presenças confirmadas de Jane's Addiction, Deftones e Evanescence] no dia 7 de novembro!

Didjo, eu já tinha visto a infomação, mas valeu pelo alerta. Espero que tenhamos condições de ir.
Afinal, somente quem curte as músicas deles sabe o quanto essa volta é significativa!
Nossa! É f***!

"I know the feeling, it's The Real Thing"!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Desabafo!

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Faz tempo que não escrevo aqui, né!?

Acontece que, apesar de ter divulgado meus blogs entre amigos, parentes e conhecidos, não sei quem lê, se alguém lê, se gostam ou não, pois ninguém comenta (exceto por alguns poucos, claro!), nem no blog, nem pessoalmente.
Como disse no primeiro post, tinha receio de não conseguir escrever tanto quanto poderiam demandar as pessoas que acompanhassem, mas, pelo visto, não preciso me preocupar muito com isso!
Imaginava-me expondo aqui algumas opiniões, ideias, curiosidades para serem debatidas, mas às vezes, me sinto falando sozinho. Não gosto de falar sozinho.
Mas tudo certo! Vou me recuperar! rs
Na verdade, acho que estava meio agoniado com algumas coisas particulares, mas estou melhor agora!
Tenho algumas coisas novas a comentar, uma enquete a responder e postarei aqui nos próximos dias...

Bom! Vou começar hoje mesmo! Tenho uma novidade:
Tirei o aparelho dos dentes de cima. Estou de boca nova; de dentes novos!
Ok! Ok! Na verdade, os dentes são os mesmos, certo? Mas o sorriso é novo!

Abraços!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dia Mundial do Rock

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Sei que foi dia 13, mas não pude escrever nada no dia. Fui até questionado sobre isso. Então resolvi deixar para o último Dia do mês Mundial do Rock, fazendo alusão ao Offspring em sua música "Pretty Fly" (He asked for a ‘13’, but they drew a ‘31’). Ha! Ha! Ha! Nada a ver!

O que dizer sobre o Rock? É bastante difícil dizer algo que ainda não tenha sido dito. O Rock é muito amplo, cada um tem uma visão diferente. Eu mesmo não consigo encontrar definição para o tema. Só sei que o que andam tocando hoje em dia não é Rock. Blargh!
Acredito que o Rock não é algo que possa ser explicado ou definido, precisa ser sentido. Precisa correr em suas veias. Se você ouvi-lo e não sentir nada disso, não adianta! Você não vai gostar de verdade. Pode ser que você diga que goste por moda ou por indecisão sobre seu próprio gosto musical, mas em um momento ou outro, vai desistir. Mas não se preocupe! Você é livre! É direito seu gostar de qualquer coisa, mesmo que ela seja ruim.

Eu tinha outros gostos musicais (que não cabem serem comentados aqui!), mas quando ouvi os álbuns “The Real Thing” do Faith No More, “Appetite For Destruction” do Guns N’Roses e “...And Justice For All” do Metallica, descobri do que eu gosto.
[Aliás, nos anos 90, estes fizeram uma turnê juntos. Nossa! Deve ter sido uma obra-prima!]
Enfim, desde então, fui aprimorando meu gosto, conhecendo novas e velhas bandas e músicas, fui vocalista de quatro bandas, a saber: Spank Bad Thing, Night Fear, um System Of A Down cover e um projeto de Thrash Metal (nenhuma delas foi adiante, mas...), e fui a shows memoráveis que passo a relatar a seguir, para inveja de alguns e deleite de outros [vou citar somente os de maior expressão]:

Shows que você também poderá ver:
Iron Maiden, Capital Inicial, Metallica, Engenheiros do Hawaii, Kreator, Krisiun, Inocentes, Slayer, Megadeth, Mercyful Fate, Helloween, Biohazard, Motörhead, Ratos de Porão, Charlie Brown Jr., Paralamas do Sucesso, Korzus, Ultraje a Rigor, Skank, Pato Fu...

Shows que talvez você não veja mais:
Black Sabbath, Kiss, Alice Cooper, Ozzy Osbourne, Planet Hemp, Alanis Morissette...

Shows que você nunca mais verá:
Faith No More, Sepultura (com Max e Igor Cavalera), Titãs (com Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Nando Reis), Guns N’Roses (com Slash), L7, Nirvana, P.U.S. (ai, Syang!), Ramones, Raimundos, Suicidal Tendencies, Skid Row, Cássia Eller, Angra (com André Matos)...

E você? Gosta de Rock? Como começou a gostar? Qual a sua trajetória no assunto?

terça-feira, 28 de julho de 2009

Corinthians 0 x 3 Obina

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Arrisco-me a dizer que o Fenômeno está chegando ao fim!
Anteontem foi dia de clássico paulista entre Corinthians e Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Placar favorável ao Palmeiras.
Quando o Ronaldo joga bem, o Corinthians tem bom desempenho. Quando o Ronaldo não joga ou joga mal, o Corinthians tem mau desempenho.
Assim, como no jogo anterior, o Fenômeno escorregou ao bater uma falta, neste último jogo, o time todo escorregou. E agora ele quebrou a mão. Ai, ai!
Sorte do criticado Obina que marcou 5 gols (contando com um gol impedido e um pênalti anulado por invasão de área).
O centenário do ‘timão’ vem chegando. A vaga para a Copa Libertadores da América de 2010 está garantida por conta do título conseguido na Copa do Brasil. Haverá um desempenho fenomenal, como ‘batem no peito’ os corintianos? Veremos!
Enfim..., como meu Tricolor não chega mais a lugar algum este ano, o jeito é torcer pelo Muricy Ramalho, agora no Palmeiras.
Vai lá, Muricy, rumo ao tetra!!!

P.S.: Forza, Felipe Massa!!! Contamos com você!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Adeus a Michael Jackson!


Poderia ter escrito isso antes, logo após saber da notícia de sua morte, mas preferi assistir a alguns especiais na televisão (que obviamente seriam exibidos) para lembrar de algumas músicas e fatos de sua carreira.
Nunca fui muito fã de Michael Jackson, por isso não posso dizer muito, mas gostaria de pedir a todos que esqueçam as polêmicas, os escândalos, os traumas de infância, os problemas psicológicos, os esbanjamentos, os vícios etc. Isso é fácil de encontrar e qualquer um de nós pode desenvolver, querendo...

Peço que atenham-se somente ao que o King Of Pop nos legou musicalmente, que é o que importa... Isto sim é difícil, e talvez, impossível de se encontrar por aí. Todo o talento, o 'Moonwalker', músicas boas como 'Bad', 'Beat It', 'Ben', 'Billie Jean', 'Black Or White'. Talvez vocês pensem: 'Nossa! Será que ele só vai citar músicas começadas com a letra 'B'?'. Não! Temos também 'Thriller', 'Leave Me Alone', 'Smooth Criminal', 'Give In To Me' (com Slash), as engajadas em causa sociais ou ecológicas como 'Earth Song', 'Heal The World' e a grandiosa 'We Are The World'!

Agora ele irá somente rechear, mais ainda, musicalmente, algum outro plano (que está melhor que aqui, com certeza!), ao lado de Cazuza, Janis Joplin, Cliff Burton, Jim Morrison, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Raul Seixas, Joey Ramone, Renato Russo, John Lennon e de seu sogro Elvis Presley, entre muitos outros.

Enfim... é isso! Se você acha que não citei alguma música importante ou a que você mais gosta, por favor, refresque minha memória e deixe um comentário.

M.J., TKS, R.I.P., pls!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A intimidade como espetáculo.


"Livro: O show do eu
por Gabriela Zago em maio 26, 2009 12:15 PM

O que nos leva a contar episódios de nossas vidas em um blog, a narrar tudo o que estamos fazendo no Twitter, a mandar para o YouTube vídeos das coisas que fazemos, a postar no Flickr fotos do que vimos, ou, pior, a reunir tudo isso em um único espaço como no FriendFeed? De onde vem essa necessidade constante de tornar pública nossa intimidade, de tornar nebulosa a fronteira da privacidade, enfim, de mostrar ao mundo como, o que, quando, onde e por que estamos vivendo?

O livro "O show do eu - A intimidade como espetáculo", de Paula Sibilia (Nova Fronteira, 2008, 286pp.) procura desvendar os motivos da crescente espetacularização dos indivíduos, que revelam suas intimidades para conhecidos e anônimos, em especial na Internet, tanto na forma escrita como em vídeos e fotografias. Fruto da tese de doutorado da autora, o trabalho aborda o eu sob diversas perspectivas: o eu narrador, o eu privado, o eu visível, o eu atual, o eu autor, o eu real, o eu personagem e o eu espetacular.

Os exemplos são variados. De diários íntimos online - blogs intimistas, em que se conta de tudo - a diários de garotas de programa que se tornam livros. De webcams que transmitem incessantemente a rotina de pessoas comuns, a fotografias tornadas públicas de situações privadas.

Como explicar "fenômenos editoriais" como Bruna Surfistinha senão pela espetacularização do autor, pelo culto à personalidade? Pouco importa a obra produzida. Na sociedade atual, a inversão de valores é tanta que cultua-se o autor, ainda que nem obra possua:

"Qual é a principal obra que produzem os autores-narradores dos novos gêneros confessionais da internet? Tal obra é um personagem chamado eu, pois o que se cria e recria incessantemente nesses espaços interativos é a própria personalidade" (p. 233)

O livro parte do crescente papel de "eu, você, e todos nós" em narrativas disponibilizadas e popularizadas em especial via Internet. O ponto culminante desse fenômeno se deu por ocasião da escolha da personalidade do ano de 2006 pela Revista Time: Você. A capa da edição trazia um computador com uma tela parecida com a de um vídeo do YouTube. Entretanto, ao invés de trazer um vídeo qualquer estampado, havia ali um espelho. A personalidade do ano era você - mas também eu, e todos nós - que publicam conteúdo na rede, que narram para uma, duas, três ou 67 pessoas (olá, leitores anônimos do feed!) seus cotidianos (patéticos?) e suas vidas online.

Mais do que observação do outro e exposição de si próprio, tratam-se de pessoas reais que almejam ser (re)conhecidas. Toda essa publicização do eu pode levar a transformações da subjetividade contemporânea. E gera discussões quanto a questões como a privacidade na Internet.

A leitura do livro é recomendada para todos aqueles que disponibilizam informações pessoais na Internet e em outros espaços, ou que acompanham narrativas de outras pessoas, de ilustres desconhecidos a celebridades instantâneas, do vizinho do lado ao desconhecido que mora do outro lado do mundo.

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Saiba mais:
Confira a entrevista concedida pela autora sobre o livro para o IHU On-Line.
Site oficial do livro - lá é possível ler o primeiro capítulo da obra.
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[modo paranóia]

Engana-se quem pensa que isso tudo está longe de sua realidade. A fronteira entre público e privado na Internet se torna cada vez mais tênue. Saindo um pouco do contexto do livro, tome-se o exemplo mais recente desta extensão para Firefox, cujo objetivo é identificar e reunir dados de perfis de um determinado usuário de uma rede social. Dependendo do quanto de informações o indivíduo disponibiliza online, ainda que em sites distintos, o resultado obtido pode ser uma ficha completa do usuário.

Mesmo aqueles que aparentemente não se preocupam com a privacidade podem acabar se tornando vítimas do sistema. Recentemente, o juiz Antonin Scalia, da Suprema Corte dos Estados Unidos, foi o alvo de estudantes de Direito da Universidade de Fordham. A tarefa, proposta pelo professor Joel Reindenberg, consistia em elaborar um dossiê sobre o juiz, apenas com informações que pudessem ser encontradas online. Os alunos conseguiram levantar 15 páginas sobre a vida pessoal de Scalia, incluindo endereço e telefone pessoal do juiz. O caso pode ser tomado como alerta para se repensar a questão da privacidade online.

[/modo paranóia]

Categorias: livros
Tags: "

Achei esta matéria interessante! Talvez eu leia este livro. Pode servir como um freio ao que publicar e pode ser útil para você, exibicionista, que não mede as consequências do que está publicando sobre suas particularidades...
Quer expor suas intimidades? Seu corpo? Tudo bem! Dependendo do corpo, até vou gostar! (rs)
Só não coloque seu endereço! Ha!Ha!Ha!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Mulheres perguntam. Homens não.


"Mulheres perguntam.
Publicado por
Daniel Bender em 22.5.2009 às 22:35, no Yahoo!

Achar-se pelas cidades e estradas, às vezes, é complicado. É normal em cidades grandes que muitas ruas sejam de mão única, fazendo com que cada esquina se torne uma verdadeira armadilha. Além disso, alguns lugares, como Porto Alegre e Salvador, têm ruas e avenidas em curva que dificultam a localização dos motoristas ou pedestres.

Nestas horas de total desespero geográfico é possível distinguir as pessoas entre dois grupos, aqueles que perguntam e aqueles que se encontram sozinhos.

Homens se encontram sozinhos. Trata-se de uma auto-afirmação patológica que certamente data da Idade da Pedra.

Caso Pedro Álvares Cabral tivesse escutado sua mulher e parado para perguntar onde ficava a África há mais de 500 anos, talvez hoje não estivéssemos aqui e o Brasil fosse colonizado por chineses (...).

Alguém acredita que os Bandeirantes “perguntavam” o caminho enquanto eles desbravavam o interior do país para escravizar índios e se divertir com as índias? Não, né? Ia abrindo picadas a golpes de facão e ai de quem ficasse em seu caminho.

Tempos atrás uma amiga me perguntou porque os homens não perguntavam.
Acontece que homens não precisam perguntar porque nunca se perdem. É uma regra universal.


Rambo e John McClane nunca pararam para perguntar o caminho e ainda assim conseguiram chegar ao fim de seus filmes.

A resposta que eu dei para ela foi: mulheres perguntam. Homens não perguntam. Nunca.

Para evitar problemas e não precisar perguntar nunca, os homens criaram vários dispositivos. Se dependesse das mulheres e sua mania de perguntar sempre, inclusive quando sabem onde estão, não precisaríamos ter nenhum destes equipamentos maravilhosos:

GPS;

Bússola;

Mapas;

Astrolábio;

Placas de ruas.

Nosso senso de direção é não somente infalível, ele contribui com o avanço da tecnologia espacial.

E você, pergunta ou se acha?"

Eu, particularmente, me acho sozinho e me perco sozinho (rs)... não preciso perguntar a ninguém...